quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tantos Desafios

O desafio da folha branca,
da caneta vã
e da alma que se tranca,
na procura e no afã.

O desafio da folha escrita,
da caneta inepta,
da rima abjeta,
e da platéia seleta.

Também não sei Cecilia
onde deixei meu rosto,
nem como perdi o gosto.

Não posso, Carlos, ser gauche,
nenhum anjo torto me trouxe.
e tanto eu queria...


baseado nas poéticas de Cecilia Meirelles e Carlos Drummond de Andrade.