segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quatro Tigres

Princesa tigresa,
brisa que troveja
em fúria sobeja.

Musa do ocaso,
nesse tempo raso
em que se depende do acaso.

Fazem-nos fantoches,
menos pão e mais brioches,
que pulam ao estalo de chicote
sem a fantasia de Quixote.

Mas em ti a maldade é insincera
e por isso te sei Primavera.
Venha. Todo caminho requer
esse gosto de Mallarmé.