quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Poetas e Poetisas

A despeito
da falta de jeito,
acharemos algum feito
que enobrecerá o Poeta eleito.

Diremos ser capaz de um sonho refeito,
de um metro perfeito
e de tais rimas
que são obras-primas.

Mas se nada disso
convencer o feitor magriço,
não percamos a esperança,
pois apenas por ter o arrojo de dizer
cabe-lhe a honra de contar que o Homem avança
e que se é mais que Sancho Pança.
Sempre será o fidalgo de Cervantes
já que nasce de sua pena o tempo de antes.

E se nem assim o respeitável público aplaudir,
nada se deve concluir;
não nos importemos,
por confrades, de sua angústia sabemos.

Viverá Poeta
e morrerá de alma aberta,
deixando o verso que nos liberta.

           Para a Poetisa Luciene Lima Prado