quinta-feira, 7 de julho de 2011

Talheres

Que o tempo
só transforme
a voracidade
da primeira fome,
em apetite
constante
pelos prazeres
revividos,

que sempre haja
novos acepipes
e simples molhos
em requintadas
baixelas.

Que o Eterno Retorno
sempre traga
novos banquetes
e velhos vinhos.

Que o gosto
do amor
seja suave,
apimentado,
doce,
amargo
e que,
principalmente,
traga o sal
que conserve
o sabor
de te saber
minha comensal.

                 Para Cristina