sexta-feira, 23 de março de 2012

Águas de Tom

Chovem as
águas de Tom,
fechando o verão.

Céu e Mar
em uma só água,
como amantes
isentos de mágoa.
Longe, o navio
navega e flutua
qual rosa crua
que plaina indolente
esparramando-se em
vermelho perfume,
sem gemido
e sem queixume.

Água aos quatro ventos,
aos quatro elementos.
Águas do Maestro Soberano.
Morna como afago
e acolhedora como o lar
que ainda trago.

               Para Derli. Com carinho.


Homenagem pouca ao Maestro Antonio Carlos Jobim.