quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DROPS

A dor goteja
como chuva
que não passa.
A agonia
do ponteiro imóvel
tinge de escuro
a noite que não anda.
Empurro em vão
cada minuto
e inútil assopro
cada segundo.

Escura dor
na noite escura,
só aos poucos
tu escorre
numa lágrima
impura.