domingo, 6 de março de 2011

Mestre

O homem negro
flutua sobre o chão
e dança seu bailado,
pois a ele o voo foi dado.

Bom lhe ver,
da gravidade nos esquecer.
E mostrar sua finura
de nobre cortesão,
nos bailes da ocasião.

O homem negro
invoca Deus, primeiro.
Depois, seu orixá;
e samba,
soberano pachá.

Teatro invulgar
assiste sua cadência.
Sob a benção de uma árvore,
dança o canto
do Brasil sem pranto.
Dança o mágico encanto
(epa babá!)
do Brasil sem quebranto.



Ao Mestre Bira, Presidente do "Cacique de Ramos".