domingo, 22 de abril de 2012

A Chuva Fria


Chuva fria que congela os desejos,
deixe-me a paz de nada querer.
Que eu viva pela nostalgia
da lembrança
e me satisfaça
com o cinza dessa tarde indecisa.
Que o gozo do amor que vivi
seja doce saudade
e não me firam,
os açoites de ser só.
Que a vida continue
sob a janela
e que permaneça essa paz
de terra saciada
e de flor ceifada,
dispensada que foi,
de colorir a tudo
e a nada.