terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lituânia

Também eu,
poeta distante,
sinto remorso
pelos horrores
do Mundo.
Pelo Mal
tão fecundo.

Que versos
eu deveria
ter escrito,
para amenizar
as dores
que avisto
no Tempo
que assisto.

Quem me calou
ante o terror
que nos assola,
a cada
rito de degola?

De onde eu trouxe
essa covardia
de nada dizer,
quando o grito
é tudo
que se pode fazer?

Dedicado ao Poeta Lituano C.Milocz, prêmio Nobel de Literatura em 1980.