sábado, 25 de setembro de 2010

A Poetisa Negra

Negra Graça poetisa,
de santa ira
e doce lira.
Que teu canto voe,
que teu verso ecoe
e que tais sejam
ante a bruta ferocidade,
que não reste sombra de Maldade.

Negra poetisa,
que a luta suaviza
e os contrários harmoniza.
Cante teu Canto,
pois se sabe do teu pranto.

Reviva o Baobá natal
e reconte os mitos,
os ritos,
e os gritos
da África ancestral.
Cá te ouviremos,
pois de lá todos viemos.

Ave Graça,
da negra alegria!
Que nenhuma mordaça
cale tua valentia
e nem nos roube a tua poesia.




Para Graça, poetisa negra.



Dedicado ao grande Poeta Moçambiquano MPIOSSO - YE- KONGO