domingo, 24 de março de 2013

Poesia, rima e vida.





A poesia ficou rala
e o amor nada fala.
Restou a rua e a mala;
sou eu e o quarto sem sala.

A rima ficou pobre e rara.
A vida me custa os olhos da cara.
Maldição do bruxo canalha
e da Morfina que sempre falha.

"Cest la vie..."
Perpétuo "Dejá Vú...".
A náusea, o horror que já senti.

Mas ainda bebo esperança,
afago a noite criança
e ando nova andança.