terça-feira, 20 de julho de 2010

À mulher que vende sonho

À mulher que vende livros,
e outros sonhos vivos,
eu queria fazer um Poema.

Desses, em que se fala de amor,
de saudade, da Lua, da flor.
Poema que a fascinasse
como se de mágica tudo fosse um passe.

Eu queria lhe dizer
do quanto a quero,
do quanto a espero
e que juntos, sem nada temer,
andaremos qualquer trilha,
pois é dela a luz que brilha.

Queria contar da fantasia
e da cor de cada novo dia.
Dizer-lhe de seu porte,
falar-lhe do transporte
entre esse Mundo de palavras
e as jóias de todas lavras.
Dizer-lhe mulher dos livros:
por ti, os sonhos são redivivos.

                                    Para Cleusa.