sexta-feira, 15 de abril de 2011

Boca

A boca da noite
devora o conhecido.
Vago
entre seres
vagos
e rumino
o poema
que divago.

O escuro
me veste,
com a roupa
da peste.
N'algum palco
ficou o inexato
entreato,
da falta de tato.

A Boca da Noite
gargalha
pelo fogo na palha.
Tudo passa
na puída malha,
que só esconde
essa
busca por onde.

                         Dedicado à Poetisa Suzette Briner.