terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Esquecer

Choremos toda morte,
fado da má sorte
que subtraí o Homem,
seu tempo e seu norte.

Choremos em cada ausência,
o fim d'alguma essência.
São elos partidos
em tempos perdidos.

De tudo só restará
uma frágil lembrança,
uma trêmula esperança
de que outra vida nascerá.

Mas ainda que nova vida
justifique a morte havida,
que não seja esquecida
a última lágrima sofrida.