sábado, 16 de fevereiro de 2013

Colibri Beija-Flor


Tu te lembras, guerreira,
do colibri que nos assombrava
no "aparelho" em Realengo;
e que um dia alforriamos
da gaiola burguesa
crentes que ele voaria
a nossa liberdade?


Hoje ouvi o riso branco de Amanda
falar de outro Beija-Flor
e súbito revi a tua morenice
nos longos cabelos negros
dessa amada quase filha.

E vi que a liberdade que sonhamos,
nela se fez.
Que as asas continuam
a vencer barreiras,
pois livre é o Canto
no céu em que todos voamos.
         


Para Amanda Santiago.