terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gárgula

Uma gárgula me reflete,
fantasmas me seguem
e demônios me habitam.
É tempo das bruxas
e de suas faces esdrúxulas.

Será vã a Epopéia do Bardo,
só leio o urro do Leopardo.
Fera atiçada
nessa noite de "São Nada".

Junto meu delírio à luz do Poste,
mas não há Lua que se mostre.
Blasfemo contra a Divindade
e proclamo a Luxúria na Cidade.

Mas, no fundo, temo a Maldade.
Fecho olhos e janela
e o terror me invade.

Eu queria novo Tempo de Bondade...
Durmo a metade
e sonho saudade