quarta-feira, 14 de abril de 2010

Outra vez

E pensar que sempre, nunca foi tanto ...

Porque já fui chamado de anjo
recolho as asas
para rever a vida,
que cheia como enchente
o espaço ultrapassa
em golpe de Pocker e trapaça.

Desejo quem desejo
e te faço amor
sem resto de pudor.
Bom declamar teu corpo
e seguir tuas curvas
em beijo inteiro.
E sentir que o teorema se resolve
enquanto teu orgasmo me absolve.

Ver que refletes estrelas
e tanto e tal, só por tê-las.
Pressentir teu corpo moreno
na lascivia do lençol branco,
abandono e entrega
como folha que a chuva rega.

Saber, moça bonita,
que és vida reescrita,
nesse novo livro
que insiste em ser vivo.

Agora já não são banais
os dias sempre iguais
às noites ancestrais.
Tu é mais.