sábado, 10 de abril de 2010

Balalaika Amarela

O poema de Maiakóvsky,
no verso do retrato
é como um contrato
em que partes distintas
resgatam utopias extintas.

Cantou o Poeta
o sonho de todo esteta,
que escreve e vislumbra
a liberdade que deslumbra
no fim da cinza penumbra.

Amarela a blusa que entardece,
rebrota o sonho que enternece
e em todos os caminhos
só se vê os ex sozinhos.

É chegado o novo tempo
e que caia o sangue
da tirana exangue.

Que todos se renovem,
que do manjar, todos provem
junto com a vodka aguardente
que espanta o tédio que mata gente.

Em celebração aos noventa anos do falecimento do Poeta Maiakóvsky.