terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sou


Sou das Minas como Carlos,
brasileiro como Clarice, Ana, João...
E o Canto que canto
é essa mistura da vida:
esse riso, esse acalanto.
Essa dor. Esse desencanto.
E o verso que ouço
é essa mistura que vida faz:
os tantos encontros
tirante os desencontros;
os sonhos, os corpos,
as camas, os desejos
e, principalmente,
essa Lua
que lá de cima
assiste os nossos dramas.
Sou das Minas como Andrade.
E do Mundo como Fernando, Violeta, Sancho...
E sou poeta
como todos os homens são,
ainda que digam não.



Digitação e montagem - Taís Albuquerque, do Centro do Brasil.