segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

É Preciso


É preciso que eu fuja
dessa cidade sem alma.
Desse amontoado
de prédios vazios
e ruas vagas.
É preciso que eu fuja
do fantasma no armário,
da ladainha do falso rosário
e desse viver ordinário.
É preciso que eu escape
desse cárcere no peito
e ultrapasse a fronteira
do sonho desfeito.
É preciso que eu ande
a longa distância,
e que retorne à montanha
da pátria infância.
É preciso que eu resgate
a coragem,
a imagem
e a esperança na mensagem.
E é preciso, sobretudo,
que eu volte a crer
que sempre cabe na vida
uma outra fantasia
e mais um pedaço de poesia.


Digitado pela Taisinha no Centro do Brasil.