segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Veraneio

Como se o Céu tivesse outra camada,
vê-se o voo da passarada
ao Arco-Iris da chegada.

Impera soberano
o cheiro de terra molhada
e se sente a querência
do amor primeiro,
após o uísque terceiro.

E tudo mais se fez
sob o vermelho-dourado chinês.
Paixões do Estio,
a espada e o fio.

E tudo vai até as águas de Jobim*.
Meio não há,
só começo e fim.


* As águas de Março, de Antonio Carlos Jobim.