sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mater Dolorosa


Há demasia na dor
da mãe que perdeu o filho.

Em que quadra
secaram-lhe as seivas?
Como medir o vácuo
que seu gesto inútil agora acaricia?
Que tamanho será a saudade
que ora abraça o espaço
eterno vazio?
Como ler seus versos-súplicas
em que pede à mãe de Deus
que olhe por sua cria
que agora adormece noutro colo?

Como?

Resta-me a lágrima
que destila a sua dor,
que, então, também é minha...

                       Para a poetisa Isabel C. Vargas.