sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Voo



O VOO

Por que eu deveria deixar de me iludir?
Que tinta traça essa linha hamletiana
de Ser ou Não Ser?

Eu quero os holofotes coloridos dos sonhos
e as lantejoulas brilhantes da pura inconsequência.

Recuso-te árida realidade dos homens tristes.
Recuso-te angústia dos limites férreos 
de inúteis esquemas e fascistas sistemas.

Que eu seja Zaratustra e nietzschianamente vença
as alturas dos arames e paire sobre as agruras,
pois nasci nas Montanhas e sou irmão dos ventos.

Venha, Princesa, voe comigo, 
pois existir é maior que o abismo
e somos deuses
com vontade de viver...


Produção e divulgação de Vera L. M. Teragosa